segunda-feira, abril 14, 2014

Na Faixa / Vários cursos na Fábricas de Cultura Capão Redondo.


Pessoal, quarta que vem começo com uma oficina de Design Gráfico nas Fábricas de Cultura, projeto do Governo voltado à educação e formação cultural e artística. O projeto e os espaços são muito bacanas!!

DESIGN GRÁFICO: Criação e manipulação de imagens através de meios digitais.
Quando: Começa 16 de abril, segue todas as quartas-feiras, até dia 6/6.
Que horas: Das 19:00 às 21:30.
Onde: Fábrica de Cultura, unidade Capão Redondo (Rua Algard, esquina com Rua Trevo Branco, s/nº). Telefone: (11) 5822-5240.

As Trilhas de Produção são atividades de formação cultural destinadas, prioritariamente, a adolescentes e jovens entre 12 e 29 anos.

  • Inscrições Abertas!
    Quartas-feiras das 18h30 as 21h30
    Sábados das 9h30 às 12h30
    Quartas-Feiras das 18h30 às 21h30
    Quintas-feiras das 18h30 às 21h30
  • Teatro
    Sábados das 10h às 12h30
    Quartas das 19h às 21h30
  • Música
    Quintas das 19h às 21h30
    Quartas das 19h às 21h30
    Quartas das 19h às 21h30
    Sábados das 10h às 12h30
    Sábados das 13h30 às 16h
  • Dança
    Quintas das 19h às 21h30
    Quintas das 19h às 21h30
    Quintas das 19h às 21h30
    Sábados das 13h30 às 16h
  • Artes Visuais
    Sábados das 10h às 12h30
    Sábados das 10h às 12h30

  • Para mais informações: http://www.fabricasdecultura.org.br/fabrica/capao-redondo/trilhas-de-producao


    segunda-feira, abril 07, 2014

    Evento no CEU Casa Blanca, relata os anos de ditadura mo Brasil.

    Neste ano completará 50 anos do golpe militar e empresarial no Brasil, fato este que mudou definitivamente a conjuntura política da época e impactou no modelo de desenvolvimento até os dias de hoje. Compreender a arquitetura do golpe e do regime militar nos possibilita estar diante de nossa própria história e compreender o modo de fazer política à brasileira.

    Resquícios do regime ditatorial persistem até os dias de hoje e se evidenciam na atuação da polícia e da repressão das lutas populares. Contudo, quem eram os aliados do governo ditatorial? Quais seus modos operantes?





    Ao contrário da maioria dos países latino-americanos até hoje desconhecemos grande parte deste momento histórico, o que não permite o reconhecimento das dores de familiares e vítimas, assim como do conhecimento dos atrozes do regime. De forma velada convivemos e coexistimos com os grandes articuladores da ditadura militar nos mais diferentes meios sem o menor constrangimento público.

    Revelar a história do regime e suas atrocidades possibilita nos organizarmos para superar definitivamente os anos de chumbo. São cinquenta anos de repressão e tortura. Saber dos desaparecidos de ontem e de hoje, denunciar as técnicas repressivas e suas origens e debater a formas de luta popular contra o Estado fascista e autoritário é o objetivo deste encontro.

    Ratificando; Onde todos querem violência, nós queremos poesia.


    A Cooperifa realiza pelo oitavo ano consecutivo, o Poesia no ar, e vai encher o céu de São Paulo de poesia.
    Nesta noite mágica da periferia paulistana todas as poesias lidas, mais as mensagens e poemas dos convidados serão colocadas em balões de gás e enviados voando para toda a cidade.



    Onde todos querem violência, nós queremos poesia.

    Quem não puder comparecer no Sarau da Cooperifa neste dia não se preocupe, se tiver sorte vai receber nossa poesia em casa, sem alarde, e abençoada pelo sereno da madrugada.


    Serviço;

    Quando
     23/04/2014
      20hs.

    Onde
    Rua Bartolomeu dos Santos, 797 - Jardim São Luís

    São Paulo - SP

    (11) 5891-7403

    Um País as avessas .

    Há 18 anos um jovem piloto de BMX começou a construir rampas em um terreno abandonado na frente da sua casa. Assim nasceu o Continental Persio Dirt Park, situado na Zona Oeste de São Paulo próximo a divisa com Osasco.O local é hoje considerado o segundo melhor do Brasil para pratica do Dirt Jump. Conflitos entre alguns moradores e o Clube da Comunidade que abrigava tanto o futebol, que acontece em um campo ao lado, quanto o BMX, determinaram o fim das duas atividades por parte do poder público (prefeitura de São Paulo), com promessa de revitalização de toda a praça para uso específico de pedestres.            Nos últimos sábados 23/03 e 05/04, cerca de 100 pilotos acompanhados de moradores do bairro manifestaram-se a favor da manutenção das rampas. 



    Em 1970 um casal comprou uma casa, ainda na planta, num bairro distante e desconhecido chamado Residencial Parque Continental. O casal então veio morar neste bairro com seus três filhos pequenos três anos depois, quando o imóvel foi entregue. As crianças corriam e brincavam na praça bem em frente à casa de seus pais, onde só havia pequenos eucaliptos recém-plantados. As crianças cresceram juntamente com as árvores e o bairro, aprenderam a amar e respeitar o local onde viveram toda sua infância.

    Um de seus filhos se casou, continuou morando no mesmo bairro e teve um filho, o primeiro neto daquele casal. Essa criança cresceu e também aprendeu a amar e respeitar seu bairro. Era uma criança muito alegre, por onde passava distribuía sorrisos para quem quer que fosse. Certa tarde, quando tinha apenas nove anos, foi até a padaria comprar pão para a janta. Encontrou em frente à padaria um menino de rua que lhe pediu um pão, pois estava com fome. O menino então pegou o pequeno mendigo pela mão e levou-o até sua casa convidando-o para entrar e jantar.


    Esse pequeno texto resume bastante a historia de um rapaz chamado Pérsio, Pérsinho carinhosamente chamado por levar o mesmo nome do seu Pai.





    Persinho tinha uma paixão incontrolável, o esporte em duas rodas. Ele e seu pai eram apaixonados por moto, bicicleta, tudo que fosse sobre duas rodas. Mas tinha que ser radical, tinha que ter adrenalina. Participavam de concursos, competições de Motocross, sempre trazendo medalhas e conquistas e colecionando tombos, arranhões e cicatrizes.   Foi então que Persinho viu a praça em frente à casa de seus avós sempre vazia apenas os eucaliptos que já estavam bem maiores que as casas, juntando sujeira, abandonada e teve uma ideia: construir sua própria pista de bicicross.  Ele e seus amigos compraram ferramentas, pás, enxadas e começaram a cavar e cavar e cada dia chegava um colega novo que virava amigo e acabava entrando para a família do BMX. 

    Com calos nas mãos Persinho e seus amigos não cansavam de dia após dia cavar e montar seus pequenos morrinhos para brincarem no final de semana. Seus avós estavam sempre por perto, certificando que estavam bem, se houvesse algum tombo ou machucada era a vovó quem passava o mertiolate. Era ela também que trazia água e lanche para eles continuarem o trabalho. Mas, infelizmente, no ano de 2004, numa competição de Motocross, onde Persinho competia juntamente com seu pai na cidade de Bragança Paulista, aconteceu o pior... Um grave acidente deixou Persinho em coma. No meio da competição sua moto bateu em uma árvore e mesmo usando todo o equipamento de segurança, teve um poli traumatismo craniano que o deixou em coma por nove dias, mas infelizmente Persinho teve morte cerebral e Deus o levou para morar com ele.



    Mas Persinho deixou uma lembrança...



     Uma praça arborizada, construída e cuidada com suas próprias mãos. Cada gotinha do seu suor alimentou aquelas árvores que hoje rodeiam a pista, a pista de BMX que hoje se tornou apenas a segunda maior do país, a segunda maior e melhor pista de BMX do Brasil! Claro que seus amigos não podiam fazer diferente e batizaram a pista com seu nome Pérsio Dirt Park Continental. A pista do Continental que hoje estão querendo destruir. Destruir o sonho de um menino que faleceu com 21 anos e infelizmente não viu (aqui na Terra) seu sonho crescer tão estrondosamente a ponto de ser um dos maiores do país.




     Querem destruir sua memória, sua inspiração, a única lembrança viva que seus pais têm quando abrem a janela de casa, quando atravessam a rua e veem os outros pilotos voando alto e que um deles poderia ser seu filho. Por isso a pergunta... Quanto vale a memória de um filho?? Vale a pena passar com um trator por cima dessa historia?? Vale a pena desmoronar algo de alguém que não está mais aqui para se defender?? Só quem é pai vai me entender... Só quem já perdeu um filho sabe do que eu estou falando... Podem destruir a pista de BMX, mas numa coisa eu creio: na justiça Divina e na Evolução Espiritual. O meu espírito está tranquilo, meu filho foi meu maior companheiro, minha vida, minha alma, foi um menino que viveu para fazer o bem, sem olhar a quem, meu maior orgulho!!!

     Persio Conti pai de Persio.


    Os moradores organizaram um evento para reforçar a importância da pista e mostrar que uma grande maioria de moradores é a favor da pista na região, que não tem custo algum para a prefeitura.   Moradores e pilotos compareceram em peso para fortalecer a luta contra a destruição de um patrimônio do BMX nacional.

    Enquanto isso,  a sede da copa do mundo definido há mais de seis anos, o Brasil, passou longe de cumprir a previsão de gastos dos 12 estádios do torneio. A conta para a adequação das arenas do Mundial saltou de R$ 2,2 bilhões, para R$ 26 bilhões. Esse é o custo da copa de 2014 de acordo com a última atualização da Matriz de Responsabilidades, documento que reúne todas as intervenções relacionadas com o Mundial a cargo do governo federal, dos governos estaduais e cidades-sede. A lista tem de obras em estádios a projetos na área de turismo, passando por telecomunicações, portos e segurança, entre outros, formando um quadro completo.          No entanto, esse valor está defasado (há estimativas de que, no final, a conta baterá nos R$ 30 bilhões). Isso porque a última atualização da Matriz foi feita em setembro do ano passado - teve uma atualização em novembro, basicamente para a retirada do documento de obras que não ficarão prontas até a Copa. ( https://br.esporteinterativo.yahoo.com/noticias/custo-copa-brasil-pode-atingir-r-30-bilh%C3%B5es-110000315--spt.html)


    Constituição Federal do Brasil
    Art. 217. É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais, como direito de cada um, observados:
    - a autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações, quanto a sua organização e funcionamento;
    II - a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e, em casos específicos, para a do desporto de alto rendimento;
    III - o tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não- profissional;
    IV - a proteção e o incentivo às manifestações desportivas de criação nacional.
    § 1º - O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva, regulada em lei.
    § 2º - A justiça desportiva terá o prazo máximo de sessenta dias, contados da instauração do processo, para proferir decisão final.
    § 3º - O Poder Público incentivará o lazer, como forma de promoção social.

    Mas parece-me que esqueceram de por em prática...


    Créditos;

    Fotos Maurício Cassulino e álbum da família Pérsio
    Matéria : Rui Ogawa
    Texto: Persio Conti
    Vídeo : Marcelo Cinelli
    Ação em prol da manutenção da pista : Herbert Marcelino Ojeda e REnato Rezende (  

    sexta-feira, abril 04, 2014

    quarta-feira, abril 02, 2014

    quarta-feira, março 26, 2014

    Haddad, uma cópia de Kassab..



    Aprovado na quinta-feira (20/03), o Decreto nº 54.948 busca restringir o espaço destinado à arte de rua. Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, demandou uma série de regras quanto ao espaço de realização de atividades culturais e apresentações artísticas. Por exemplo, não serão permitidas apresentações a menos de cinco metros de pontos de ônibus ou táxis, orelhões, entradas de estações, rodoviárias e aeroportos e monumentos tombados.  Porém a lei que proibia pancadões em espaços públicos foi vetada no ano passado por Fernando Haddadd.   A lei previa proibição da realização de bailes funks em locais públicos na cidade.

    Os artistas de rua são aquelas pessoas que, na maioria das vezes, vivem de sua arte. Eles pintam o corpo, fazem malabarismos, tentam chamar a atenção de quem passa apressado na correria do dia-a-dia. Tentam impressionar pelo seu talento e criatividade, tocando a sensibilidade ou evocando lembranças naqueles que passam. De forma alguma, os artistas de rua obrigam o outro a contribuir com o seu trabalho. A contribuição é voluntária e vale o quanto aquela manifestação artística representa para quem vê.
    As proximidades de feiras autorizadas pelo Poder Público e portões de estabelecimentos de ensino também estão reguladas. Nesses locais, as apresentações serão permitidas apenas a 20 metros de distância. No caso de atividades que promovam ruídos, a proximidade de hospitais e postos de saúde não deve superar 50 metros. A partir do decreto, também ficam proibidas manifestações artísticas em frente a quartéis e repartições públicas e em áreas estritamente residenciais.

    Haddad conferiu às subprefeituras a concessão de autorização provisória para artistas de rua, até que a Secretaria de Cultura elabore suas regras. Para conseguir a permissão, o artista deve cadastrar-se na subprefeitura responsável pela área de sua apresentação, informar locais e horários dos eventos e quais equipamentos serão utilizados.
    Gilberto Kassab também já desconhecia em sua administraçaão o significado da palavra liberdade. Em decisão parecida a de Haddad, ele  proibiu  a contribuição dada pelo público aos artistas de rua. O argumento para tal intromissão é de que o artista estaria usando a via pública para benefício privado, lucrando sem sequer pedir autorização a prefeitura.

     Os artistas de rua sempre existiram desde as civilizações mais antigas e as pessoas sempre contribuíram da forma que lhes fosse mais atraente. A rua é um espaço público por excelência, assim, o argumento da prefeitura de São Paulo não se sustenta, afinal, ela se baseia no caráter público de um espaço para perseguir o artista de rua, mas ela mesma ameaça esse caráter público quando tenta estabelecer ordens e leis que o tornam cada vez mais de domínio privado o espaço público. 
    Lembrando ainda aos prefeitos que;  “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”
    Constituição Brasileira, artigo 5º termo IX


    Fonte; 

    http://spressosp.com.br/2014/03/artistas-protestam-contra-restricao-de-arte-na-rua/

    quinta-feira, março 20, 2014

    Votar nulo ou não votar, auxilia o processo anti corrupção ?


    Durante as eleições dá pra perder a conta da quantidade de emails recebidos incitando a população a votar nulo por ser a única salvação da humanidade ou trazendo em primeira mão aquela informação bombástica que a imprensa oculta, certamente por ter pacto com o Belzebu, sobre a “verdade do voto em branco”.
    As leis eleitorais são pouco conhecidas até mesmo por advogados e estudantes de Direito, já que direito eleitoral não entra na grade curricular da maioria das faculdades, facilitando ainda mais a propagação de correntes que só confundem os eleitores.
    Pra piorar, depois de tanto tempo repetindo as mesmas mentiras, as pessoas passaram a acreditar nelas. É só falar sobre voto em branco ou voto nulo que já aparece alguém repetindo o conteúdo das malogradas correntes.
    Quem nunca recebeu um email ou ouviu alguém lhe dizendo para não votar em branco, por que esse voto iria para quem estivesse ganhando as eleições?
    Essa é uma informação proveniente da época em que o voto ainda era feito pela cédula de papel. Naquela época, era possível deixar a cédula de votação em branco. Com a cédula em branco, na hora da contagem de votos, era muito fácil alguém marcar um voto para um candidato qualquer, sem que o dono da cédula sequer tivesse conhecimento do fato.
    Para evitar então que fosse inserido um voto qualquer em sua cédula, os eleitores rabiscavam ou escreviam qualquer coisa – geralmente xingando o candidato – na cédula, anulando seu voto. Desta forma, não seria possível que alguém inserisse um voto aleatório naquela cédula de votação. Daí surgiu a ideia de que era melhor anular o voto do que deixar a cédula em branco, para não correr o risco de seu voto ser utilizado indevidamente.
    Hoje em dia, com a urna eletrônica, não há mais essa possibilidade de adulterar o voto em branco (não vou entrar aqui na discussão sobre a segurança da urna eletrônica). Portanto, votar em branco ou votar nulo é praticamente a mesma coisa, ambas atitudes resultam na invalidação do voto.
    O voto em branco não vai para nenhum candidato, ele é considerado inválido. Simples assim.
    Outra informação muito divulgada nos períodos eleitorais é a de que, havendo a metade mais um dos eleitores votando nulo, o pleito é anulado e todos os candidatos daquela eleição devem ser substituídos.
    Esse mito provavelmente tem fruto em alguma confusão na hora de interpretar o art. 224 do Código Eleitoral:
    Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias tendo os mesmo candidatos o direitos de participar da eleição.
    Por isso, quando você for votar, lembre-se que ao votar nulo ou em branco no primeiro turno você aumentará a chance do candidato preferido vencer logo no primeiro turno. Independentemente do candidato para quem votar, propiciar a existência de um segundo turno é de interesse de todos, já que há maior tempo para amadurecimento do processo eleitoral e para os candidatos exporem seus respectivos planos de governo.

    terça-feira, março 18, 2014

    Zonas residenciais, comerciais de manancial e preservação ambiental, sofrerão novas mudança pelo novo Plano Diretor de Haddad.



    Ambiente torna-se prioridade no reformulação do plano diretor da cidade de São Paulo, e exigência mínima para loteamento passaria de 7,5 mil m² para 20 mil m²; projeto ainda permite a transferência de potencial construtivo de terrenos arborizados, que podem virar parques. Meta é votar texto antes da Copa
    Na tentativa de preservar o que resta das áreas verdes públicas e particulares da cidade, o novo Plano Diretor de São Paulo pretende recriar, após 12 anos, uma zona rural com regras de adensamento mais restritivas em praticamente um quarto do território paulistano. Também quer permitir a transferência de potencial construtivo de terrenos arborizados que podem virar parques e propõe o pagamento em dinheiro aos donos de propriedades que prestam serviços ambientais ao Município.
    As propostas estão no substitutivo que o relator do Plano Diretor, será apresentada nesta semana à Câmara Municipal. A expectativa é de que o projeto de revisão da lei que dita as regras do uso e ocupação do solo em toda a cidade seja votado antes do início da Copa do Mundo, em junho. A versão original foi enviada ao Legislativo em setembro pelo prefeito Fernando Haddad (PT).
    A ideia de recriação da zona rural, extinta pelo plano vigente aprovado em 2002 na gestão Marta Suplicy (PT), é limitar o parcelamento do solo em uma área de 219 km² nos distritos de Parelheiros, Grajaú e Marsilac, extremo da zona sul da capital. Com cerca de 27 mil moradores, ela fica majoritariamente nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Capivari e Bororé, mas inclui franjas onde há atividades urbanas permitidas pela lei atual.



    Ao transformar todo esse território em zona rural, a exigência mínima para loteamento de terrenos sobe dos atuais 7,5 mil m² para 20 mil m². "A ideia do substitutivo é conter a expansão horizontal da cidade e fazer essas áreas serem melhor utilizadas, criando emprego e renda com atividades que garantam a preservação do meio ambiente, como a agricultura orgânica e o ecoturismo" . 
    Segundo o cadastro da supervisão de abastecimento da Prefeitura de São Paulo, há hoje na região 316 propriedades rurais. A ideia é que a localidade receba, por exemplo, novos produtores de alimentos e hotéis-fazenda, levando emprego sem comprometer o ecossistema no local, que concentra os afluentes da Represa do Guarapiranga, responsável pelo abastecimento de água para 20% da Região Metropolitana de São Paulo.
    O substitutivo também cria uma nova macroárea chamada Controle e Qualificação Urbana e Ambiental, que compreende distritos altamente adensados dentro da macrozona de preservação. A maioria deles fica na zona sul, como Cidade Dutra, Jardim Ângela e Socorro, também em áreas de mananciais. Lá, o parcelamento do solo continuará sendo a partir de 250 m², mas, segundo o relator do Plano Diretor, haverá restrições nas regras para novas construções para aumentar a permeabilidade do solo.



    Ambiente
    "Um grande avanço do substitutivo é incorporar no Plano Diretor as diretrizes da Política de Mudanças Climáticas aprovada tanto no Estado como no Município", a essência de todo o projeto é reequilibrar o desenvolvimento da cidade, que viu o centro expandido perder 500 mil habitantes nos últimos 20 anos, enquanto que o crescimento se deu na periferia carente de infraestrutura. 
    Hoje, para tornar uma área particular parque a Prefeitura precisa comprar o terreno do proprietário, mas quase nunca há dinheiro para fazê-lo. Dos 78 Decretos de Utilidade Pública (DUPs), a administração realizou apenas 12 depósitos. Um caso emblemático é o do Parque Augusta, na região da Paulista, cujo custo da desapropriação é estimado em R$ 70 milhões.
    Para suprir a falta de recursos públicos, o novo Plano Diretor prevê duas medidas para estimular a manutenção da vegetação. Na chamada macrozona de proteção e recuperação ambiental, que pega os extremos das quatro zonas da cidade, como Parelheiros, na sul, a Prefeitura vai pagar em dinheiro pela prestação de serviços ambientais aos proprietários que preservarem o ecossistema dentro da propriedade.
    Segundo o relator do Plano Diretor, a fórmula que vai calcular o valor a ser pago pela Prefeitura está sendo concluída e constará do substitutivo que será apresentado nesta semana na Câmara Municipal. "Vamos dar estímulo financeiro, não só com isenção tributária, para que essas pessoas mantenham suas áreas intactas de modo a evitar que haja uma devastação e o consequente impacto no meio ambiente", disse.



    Já na chamada macrozona de estruturação e qualificação urbana, que compreende o centro expandido e seu entorno, será aplicado o instrumento de transferência de potencial construtivo. Na prática, o dono de uma Zepam poderá negociar no mercado imobiliário o estoque virtual da metragem que seria possível construir no seu terreno para uma construtora utilizá-lo para erguer uma torre acima do limite básico - em outro local onde a Prefeitura pretende incentivar o adensamento.

    Fonte;
    http://www.nossasaopaulo.org.br/

    quarta-feira, março 12, 2014

    Lançamento do Vídeo Percursos da Arte na Educação, obra com 20 entrevistas de importantes arte-educadores do Brasil.



    No Masp.

    Em 2014, o carnaval caiu no mês de março, mesmo período em que celebra-se o Dia Internacional da Mulher.



     Deveria ser um período de dupla comemoração, porém, não é este o papel atribuído às mulheres pelos grandes meios de comunicação e pelas agremiações carnavalescas. 
    O carnaval no Brasil (que já foi o principal espaço da população pobre e negra, oprimida, para expressar sua cultura muitas vezes discriminada), a começar pelo Rio de Janeiro, e posteriormente expandido para outros estados, se tornou um mercado bilionário, que envolve empresas de turismo, redes hoteleiras, escolas de samba, canais de televisão, o comércio de bebidas, a prostituição, o tráfico de drogas.
     A Embratur foi criada no ano de 1966, durante a Ditadura Militar, sob o comando do então presidente- ditador Castelo Branco, com o objetivo de promover o turismo no Brasil. Naquele período, o país vivia um momento de intensa luta política, com a imposição de uma ditadura que oprimia a população política e economicamente, mas que também contava com uma forte resistência popular. Era necessária a criação de uma imagem internacional do país que escondesse seus problemas políticos, as torturas e a indignação da população, e que permitisse que fossem atraídos turistas de todo o mundo, principalmente dos Estados Unidos e da Europa, aquecendo um mercado ainda pouco explorado no país. 
     A partir daí, a imagem da mulher negra, sua nudez e sua dança passaram a ser exploradas ostensivamente pelos grandes meios de comunicação. A propaganda utilizada pela Embratur nos anos 70 e 80 enaltecia não só as belezas naturais, mas também a sexualidade da mulher brasileira: nos cartazes de divulgação, panfletos, filmes publicitários e na participação em congressos mundiais sobre turismo, a participação da mulata e negra brasileira era presença certa, sempre vestindo pouca ou nenhuma roupa.
    Porém, após quase 50 anos de exploração ostensiva do corpo da mulher brasileira como atrativo turístico, o perfil do turista de diversos países do mundo que vem ao Brasil é o do que procura o chamado “turismo sexual” . 
    Em pesquisa recente, a Embratur mostra que 44% dos turistas no país viajam com a família, 34% estão sozinhos, 17% viajam com amigos e 4% em excursão (o chamado “turismo de solteiro” é considerado alto no país). A consequência direta é o aumento da prostituição (inclusive a infantil), da pedofilia e do tráfico de mulheres escravizadas. Com certeza o turismo sexual está nitidamente ligado à prostituição, atraindo turistas que querem ver mulheres, crianças e até mesmo meninos. “Talvez o termo adequado para essa prática não seja ‘turismo sexual’, visto que não há nenhum pacote de agência de viagem brasileira ou estrangeira apresentando Natal como paraíso sexual; adequaria-se melhor aqui o ‘prostiturismo’, termo que mais se aproxima do que realmente ocorre em Natal, pois o que há é uma situação em que a prostituição torna-se uma atividade mais lucrativa quando se tem por clientela os turistas estrangeiros”, reconhece Paulo Lopes, da secretaria de turismo de Natal (RN).
    O êxito do turismo no Brasil sempre esteve ligado à sexualidade feminina e ao mito da orla “caliente”. Também no tráfico de mulheres somos campeões. Dados apresentados pela Fundação Helsinque mostram que o Brasil é o maior exportador de mulheres escravas sexuais da América do Sul. O tráfico de mulheres e a prostituição de milhões delas no mundo já alcançaram níveis de exploração só comparáveis aos piores momentos do comércio de escravos do século 16.
    A principal fonte de mulheres para todo esse mercado é a pobreza. Mais de 30 milhões de brasileiros que não sabem ler ou escrever e mal conseguem se alimentar podem começar a achar que a prostituição é uma saída honrosa. E também não precisamos ser muito inteligentes para deduzir que a maioria das mulheres acima citadas são negras, já que são mulheres negras a maioria das mulheres pobres do país. Porém, não somente a pobreza contemporânea ajuda a construir esse quadro.
    A mulher negra e a ideologia dominante
    Mão-de-obra barata e objeto sexual: esse foi o papel dedicado às mulheres negras na sociedade brasileira desde o início da colonização portuguesa e da escravidão africana; esse é o papel que a sociedade capitalista vinda após a independência fez permanecer ao longo dos tempos. Esta exploração tomou novas formas e novos “senhores” passaram a lucrar com isso. Portanto, tudo isso continua na “normalidade” da nossa cultura, não nos surpreende. 
    Este carnaval, o concurso da Globeleza, o 8 de Março, devem nos fazer refletir quanto uma mulher negra deve lutar para transformar a nossa sociedade numa sociedade melhor. Nesta sociedade que explora e oprime, e que usa gênero, cor da pele, características físicas, como motivo para explorar e oprimir ainda mais, devemos ser as primeiras a se levantar e lutar. Temos mais motivos que nenhum outro para nos mobilizar e tomar a frente na luta por uma nova sociedade. Assim, ser mulher negra vai deixar de ser um problema e vai passar a ser a solução!
    Eloá Nascimento e Jhenifer Raul, Rio de Janeiro

    Fontes;
    http://averdade.org.br/2014/03/o-carnaval-e-mercantilizacao-da-mulher-negra-brasil/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+averdadepravda+%28Jornal+A+Verdade%29
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_do_Turismo_(Brasil)


    terça-feira, março 11, 2014

    Cursos que você não encontra por ai ..

                                     
                                     

    Público alvo
    • Médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e outros profissionais da área de saúde, envolvidos no atendimento de álcool, tabaco e outras drogas.
    • O curso é dirigido para profissionais com nível superior ou médio, desde que haja experiência comprovada de, no mínimo 5 anos, na área da dependência química, e aprovados pelo processo seletivo da UNIAD.
     Objetivos do curso
    • Fornecer embasamento ao aluno para a realização de diagnóstico e tratamento das dependências químicas;
    • Capacitar o aluno para a prática clínica baseada na terapia cognitivo-comportamental no tratamento da dependência química

    Fonte;

    http://www.uniad.org.br/desenvolvimento/index.php/ensino/extensao-119/2013-10-02-23-20-53/terapia-cognitivo-comportamental-aplicada-ao-tratamento-da-dependencia-quimica-a-distancia?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Terapia+Cognitivo+Comportamental+aplicada+ao+Tratamento+da+Depend%EAncia+Qu%EDmica+a+dist%E2ncia

    Dia Nacional da Poesia na biblioteca Alceu Amoroso Lima.